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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ataques aéreos contra Estado Islâmico não bastam, diz chefe do Pentágono

Para o chefe do departamento de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, "não se derrota o Estado Islâmico (EI, ex-Isis) apenas com ataques aéreos. Os bombardeios não bastam", afirmou o chefe do Pentágono, em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (26).
Hagel reforçou pedido do presidente dos EUA, barack Obama, pela coalizão para combater o grupo extremista. "É necessário uma ação ampla, política e diplomática", afirmou o chefe do departamento de Defesa norte-americano.
Hagel também negou qualquer tipo de acordo entre os EUA e o governo da Síria, liderado por Bashar Al Assad, após o início dos ataques aéreos contra o EI em território sírio. Segundo o Martin Dempsey, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, para reconquistar o território sírio ocupado pelo EI será necessário um exército de rebeldes da Síria entre 12 mil e 15 mil homens.
O Estado Islâmico se aproxima da Turquia. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, milicianos do EI tomaram a vila de Ali Shar. O vilarejo, dominado após o combate entre jihadistas e forças de defesa curdas, é próximo à cidade de Kobane.
O local foi abandonado por 140 mil civis nesta quinta-feira (25). Segundo informações, os milicianos extremistas que iniciam o cerco à Kobane foram atacados pelos bombardeiros aéreos realizados pela força de coalizão, liderada pelos EUA.
O presidente turco, Recep Erdogan, afirmou que a posição do país é outra em relação á luta contra o EI, após a liberação dos reféns turcos pelos extremistas, na última terça-feira (23). A declaração, feita na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), sugere que a Turquia poderá unir-se à coalizão liderada pelos EUA contra o EI.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente do Iraque, Mohammed Fuad Masum, afirmou que "há uma nova geração de terroristas que possuem passaporte norte-americano ou da União Europeia (UE)." O líder iraquiano, de ascendência curda. Agradeceu á coalizão pela defesa do Iraque contra os jihadistas do EI.
Em Paris, na França, centenas de pessoas, entre elas ativistas, políticos e uma imensa maioria de muçulmanos, prestaram uma homenagem ao alpinista francês Hervé Gourdel, morto nesta quinta-feira (25), por grupo ligado ao EI, na Argélia.

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