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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Nota do Comando de Operações Navais sobre a matéria ‘Porta-aviões São Paulo terá tripulação reduzida para cortar gastos...

Em relação à matéria publicada em 22 de janeiro pelo sítio “Poder Naval”, intitulada “Porta-aviões ‘São Paulo’ terá tripulação reduzida para cortar gastos” o Comando de Operações Navais esclarece que a decisão de reduzir a tripulação do Navio Aeródromo (NAe) “São Paulo” visa a direcionar para outros navios da Esquadra parte da tripulação que não estará diretamente envolvida nos reparos, a fim de manter o adestramento dessa parcela de pessoal.

É importante destacar que o NAe “São Paulo” permanece como um importante meio estratégico para o cumprimento da missão da Marinha, principalmente no que tange à tarefa básica do Poder Naval referente ao Controle de Área Marítima.

Em decorrência disso, a Alta Administração Naval estabeleceu uma Coordenadoria específica, na estrutura da Diretoria-Geral do Material da Marinha, a fim de conduzir a avaliação da modernização do Navio, que envolve, principalmente, estudos relativos a novos arranjos de sua propulsão, bem como, a necessária inspeção técnica do estado do seu casco, esta já realizada em 2015. Tal avaliação exige um trabalho minucioso, que demandará um tempo compatível com a sua complexidade para ser concluído e alcançar os resultados esperados, durante o qual, o NAe permanecerá ativo, porém sem operar, realizando apenas as tarefas de manutenção rotineiras.

O tempo necessário para o retorno do NAe “São Paulo” à plena atividade operativa dependerá, obviamente, das diversas metas que serão apontadas pela avaliação, a cargo da citada Coordenadoria, bem como, da disponibilidade de recursos orçamentários alocados à Marinha, a partir dos próximos anos, a qual será determinante para garantir a execução do projeto de modernização.

Tão logo o Navio recupere a sua condição operativa, será restabelecida a lotação de pessoal necessária à sua plena operação.

Por fim, a Marinha reitera o interesse na garantia da segurança e da manutenção do NAe “São Paulo”, almejando a breve retomada de sua total capacidade de operação.

Informo, ainda, que a divulgação da redução da tripulação do NAe “São Paulo” para a imprensa ocorreu de forma não compatível com as Normas e Regulamentos da MB, fato que será apurado por meio de procedimentos administrativos.  Fonte:www.naval.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ex-TCD ‘Siroco’ agora é NDM ‘Bahia’ – G40

NDM Bahia - 1
Nas fotos divulgadas pelos site www.lemarin.fr, o ex-TCD (Transport de chalands de débarquement) Siroco, agora NDM (Navio de Desembarque Multipropósito) Bahia, aparece atracado em Toulon na França já com o novo indicativo visual G40 pintado e com o pavilhão nacional brasileiro hasteado na popa.
O navio passa por reparos e nova pintura antes de iniciar sua viagem ao Brasil.



http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/01/NDM-Bahia-2.jpgNDM Bahia - 3Fonte:http://www.naval.com.br

Venda da Transpetro poderá acabar com a retomada da indústria naval no Brasil

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/01/Inaugura%C3%A7%C3%A3o-Navio-Dra%C3%A7%C3%A3o-do-Mar-Transpetro-Agosto-2013-136.jpg
A possível venda da Transpetro, dentro do plano de desinvestimento da Petrobras, poderá colocar um ponto final na história da retomada da indústria naval no Brasil. Subsidiária de logística da petrolífera, a Transpetro é responsável pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que encomendou 49 navios a estaleiros brasileiros para evitar a dependência de afretamento de navios nos transporte de petróleo e combustíveis. Na avaliação de especialistas é pouco provável que um novo dono mantenha um programa com mais propósito político do que viés produtivo.
Na última sexta-feira, o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, anunciou a possível venda da Transpetro. O assunto não foi discutido no Conselho de Administração da estatal mas, no mercado, circula a informação de que a companhia tem interesse em vender 23 navios da sua frota atual de 53 embarcações. O anúncio anda na contramão do que foi anunciado em 2004 pela Transpetro na apresentação do Promef, que pretendia aumentar a frota nacional com a produção de navios com bandeira brasileira.
“É um contra-senso anunciar um programa e depois “desanunciar”, mas a Petrobras não tem saída. A empresa vive um momento difícil, com alto endividamento em dólar. A empresa tinha dívida com um dólar cotado entre R$ 1,60 e R$ 2,60 e agora a moeda está em R$ 4,11 (fechamento de ontem). A empresa precisa reajustar o fluxo de caixa, engavetar investimentos e melhorar a gestão. É praticamente impossível a petrolífera manter um programa (Promef) que induza a empresa a fazer mais investimentos de curto prazo”, destaca o economista do Conselho Federal de Economia (Cofecon) e pós-doutorando em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciano D’Agostini.
No final do ano passado, a Transpetro comunicou a intenção de suspender a encomenda de 13 navios, sendo 11 ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e dois ao Vard Promar, no Complexo de Suape. As empresas e o governo de Pernambuco estão negociando com a estatal para tentar reverter a decisão, mas a informação de venda da subsidiária reforça o argumento de encolher o Promef.
“A venda da Transpetro ainda está no campo do boato, mas se isso acontecer esperamos que o novo acionista mantenha o Promef. Não é apenas uma questão financeira da Petrobras. Estamos falando de grandes empreendimentos implantados em vários Estados com geração de emprego e renda para fazer a indústria naval renascer. Países que se tornaram grandes players do setor, a exemplo de China, Coréia do Sul, Japão e Noruega receberam incentivos públicos e demoraram 20 anos para se consolidar. Matar o programa agora é um retrocesso”, defende o vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci.
FONTE: Jornal do Comércio, via Portos e Navios/http://www.naval.com.br