Com decapitações em Oklahoma, e as nossas fronteiras
meridionais sendo propositadamente deixada abandonadas, é lógico que
Nova York deve estar esperandooutro ataque terrorista brutal e que Obama
vai seguramente permitir que aconteça em seu governo.
Um
terrorista do Estado Islâmico disse sem rodeios ao periódico VICE News
que seu grupo vai atacar Nova York a qualquer momento e que seus
radicalizados "irmãos" estão se mobilizando neste momento.
No
vídeo, Farah Shirdon - também chamado de Abu Osama Somáli - disse:
"Vamos fazer alguns ataques em New York em breve", informou VICE News.
"Um monte de irmãos lá estão se mobilizando agora. Mobilizando ... para
um ataque brilhante, meu amigo. "
Mr. Shirdon é um cidadão
canadense, que foi para o Iraque para lutar com o Estado Islâmico. Em um
vídeo diferente que foi lançado anteriormente, ele é visto queimandoseu
passaporte e prometendo causar estragos nos Estados Unidos e no Canadá.
Mr. Shirdon também tinha uma mensagem para o presidente Obama:
"Eu espero queBarack Obama ouça esta mensagem. Eu juro que você infiel,
eu juro por Allah Todo-Poderoso, vamos lutar com você até o fim. "
Ele
também fez um par de outros pontos, dizendo que ele sabia que "milhares
emilhares" de pessoas no Ocidente estão "prontos agora" à guerra, e que
o Estado islâmico pode parar seu terror, se primeiro-ministro israelense
Benjamin Netanyahu for "crucificado por seus crimes de guerra " .
Uma bandeira preta com escrita branca árabe, semelhantes aos pilotado
por grupos jihadistas, estava na entrada ao leste de Londres num
conjunto habitacional perto de Canary Wharf.
Em um gesto
altamente provocativo, o emblema foi plantada em cima dos portões da
propriedade Will Crooks em Poplar High Street, e está rodeado por
bandeiras da Palestina e slogans.
A bandeira traz escrita
semelhante às bandeiras jihadistas que foram transportados pelo grupo
extremista no Iraque e outros grupos jihadistas desde os anos 1990.
Quando a propriedade foi abordado ontem à noite, um grupo de cerca de 20
jovens asiáticos xingou jornalistas do Guardian e disse-lhes para
deixar a área imediatamente. Um jovem ameaçou esmagar uma câmera.
Quando
um transeunte tentou tirar uma foto da bandeira em um telefone, uma das
gangues perguntou se ele era judeu. O transeunte respondeu: “Faria
alguma diferença?” O jovem disse: “. Sim, porra seria” Perguntado se a
bandeira era uma bandeira Isis, um homem local, disse: “É apenas a
bandeira de Alá.” Mas outra homem perguntou: “Então, o que se é?”
Um
homem local disse que a bandeira tem sido há vários dias.”As pessoas
estavam tirando fotos de ontem à noite”, disse ele.Um porta-voz da
Polícia Metropolitana disse na quinta-feira que havia recebido queixas
sobre bandeiras ofensivas na área de Tower Hamlets. O governo holandês
proibiu a exibição pública da bandeira Isis, mas não é ilegal no Reino
Unido.
QUEM SÃO OS MILITARES INTEGRANTES DO EI-EMIRADO ISLÂMICO?
Enquanto a
opinião pública ocidental é inundada com informação sobre a
constituição de uma pretensa coligação internacional para lutar
contra o «Emirado islâmico», este muda discretamente de forma.
Os seus
principais oficiais já não são, mais, árabes, mas sim Georgianos e
Chineses e europeus provavelmente. Para Thierry Meyssan, esta mutação
mostra que, a termo, a Otan prentende utilizar o «Emirado islâmico» na
Rússia e na China mais tarde. Portanto estes dois países devem
intervir, agora, contra os jihadistas, antes que eles voltem para semear
o caos em seus países de origem.
Quem são os combatentes que compõe o «Emirado islâmico»?
REDE VOLTAIRE | BEIRUTE (LÍBANO)
Em outubro
de 2007, o exército dos E.U.A. capturou em Sinjar perto de 606 fichas
de membros estrangeiros desta organização. Elas foram depuradas e
estudadas por peritos da Academia militar de West Point.
Não
obstante, alguns dias depois desta apreensão, o emir Abu Bakr
al-Baghdadi declarou que a sua organização só incluia 200 combatentes
e que eles eram todos Iraquianos. Esta mentira é comparável à das
outras organizações terroristas na Síria que declaram não contar
senão ocasionalmente com estrangeiros, enquanto o Exército árabe
sírio avalia em, pelo menos, em 250 mil o número de jihadistas
estrangeiros (mercenários pagos e muito bem armados pelo ocidente) que
terão combatido na Síria durante os últimos três anos.
Porém,
agora, o califa Ibrahim (novo nome do emir al-Baghdadi) reivindica que a
organização dele é amplamente formada por estrangeiros, que o
território sírio não é mais para os Sírios e o território
iraquiano não é mais para os Iraquianos, mas, sim, que serão para os
seus “jihadistas”.
Acima: Militante do EI, Tarkhan
Batirashvili, sargento das informações militares da Geórgia, tornou-se
um dos principais chefes do «Emirado islâmico», agora sob o nome de
Abou Omar al-Shishani.
{n.t.- O termo árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante é DAESH, um acrônimo de: al- D awla um l-Islamiya al-Iraq Al- Sh am. Daesh é um acrônimo livre para se referir ao grupo, mas, além disso, o grupo terrorista odeia o nome.
Ele é considerado um insulto, porque soa como o árabe “Daes”, que significa “aquele que esmaga algo sob os pés”, bem como “Dahes”, que significa “aquele que semeia discórdia”.
Desta forma é como os civis árabes e os inimigos dos mercenários se
referem ao grupo terrorista e o grupo não gosta desse nome.”}
Segundo as
fichas apanhadas em Sinjar, 41% dos terroristas estrangeiros membros do
«Emirado islâmico no Iraque» eram de nacionalidade saudita, 18,8% eram
Líbios, e apenas 8,2% eram Sírios. Se relacionarmos estes números
com a população de cada um dos países em questão, a população
líbia forneceu, proporcionalmente 2 vezes mais combatentes que a da
Arábia saudita e 5 vezes mais que a da Síria.
Em
relação aos jihadistas sírios, a sua origem era dispersa pelo país,
mas 34,3% provinham da cidade de Deir ez-Zor que, depois da retirada do
«Emirado islâmico» de Raqqa, se tornou na capital do Califado.
Na Síria,
Deir ez-Zor tem a particularidade de ser povoada, maioritariamente, por
árabes sunitas organizados em tribos, e por minorias curda e armênia.
Ora, até ao presente, os Estados Unidos não conseguiram destruir
senão Governos como o do Afeganistão, do Iraque, e da Líbia, quer
dizer países onde a população está organizada em tribos.
Pelo
contrário, eles falharam por todo lado onde isto não se passava. Deste
ponto de vista, Deir ez-Zor, em particular, e o nordeste da Síria em
geral, poderão, pois, ser potencialmente conquistados, mas não o resto
do país, como se vê desde há três anos.
Desde há
duas semanas uma purga atinge os oficiais magrebinos. Assim, os
Tunisinos que capturaram o aeroporto militar de Raqqa, a 25 de agosto,
foram detidos por desobediência, julgados e executados pelos seus
superiores. O «Emirado islâmico» pretende colocar os seus combatentes
árabes no devido lugar e promover oficiais tchetchenos, gentilmente
fornecidos pelos serviços secretos georgianos.
Uma outra categoria de jihadista fez a sua aparição: os chineses. Desde junho, os Estados Unidos e a Turquia transportaram centenas de combatentes chineses, e suas famílias, para o nordeste da Síria.
Alguns dentre eles tornaram-se imediatamente oficiais do Emirado
Islãmico. Trata-se sobretudo de chineses da etnia rebelde dos Uígures,
da China, mas que são muçulmanos sunitas.
Acima, chineses lutando como
“jihadistas, “Abou Anisah al-Khazakhi, primeiro jihadista chinês do
«Emirado islâmico», morto em combate, (no centro da foto), não era
Uígur mas sim um Cazaque.
Torna-se
claro, desde logo que, a termo, o «Emirado islâmico» estenderá as suas
actividades à Rússia e à China mais tarde, e que estes dois países
serão os seus alvos finais.
Iremos
seguramente assistir a uma nova operação de propaganda da Otan: a sua
aviação expulsará os jihadistas para fora do Iraque, e deixará que
se instalem em Deir ez-Zor. A CIA (como sempre) fornecerá o dinheiro,
armamento, munições e as informações aos «revolucionários sírios moderados»(sic) do ESL (Exército sírio livre
-ndT), que mudarão então de casaca e a utilizarão sob a bandeira do
«Emirado islâmico», como tem sido o caso desde maio de 2013.
À época, o senador John McCain veio ilegalmente à Síria (representando os interesses dos EUA) encontrar-se com o estado-maior do ESL. De acordo com a fotografia difundida (mais abaixo), então, para atestar a reunião, este estado-maior incluía um certo Abu Youssef (ou Ibraim al-Badri
-ndT), oficialmente procurado pelo departamento de Estado dos E.U.A.,
sob o nome de Abu Du’a, na realidade o atual califa Ibrahim. Assim, o
mesmo homem era— simultaneamente— um chefe moderado no seio do ESL e um
chefe extremista no seio do «Emirado Islâmico».
Munidos com esta informação poderemos avaliar, pelo seu verdadeiro significado,
o documento apresentado ao Conselho de Segurança da ONU, a 14 de
Julho, pelo embaixador sírio Bashar Jaafari. Trata-se de uma carta do
comandante-em-chefe dos rebeldes ESL, Salim Idriss, datada de 17 de janeiro de 2014. Nela pode ler-se:
“Informo-vos,
pela presente, que as munições enviadas pelo estado-maior aos
dirigentes dos conselhos militares revolucionários da região Leste
devem ser distribuídos, de acordo com o que foi acordado, por dois
terços aos comandantes de guerra da Frente el-Nosra, o terço restante
devendo ser repartido entre os militares e os elementos revolucionários
para a luta contra os bandos do EIIL (Exército islâmico do Iraque e
do Levante-ndT). Agradecemos-vos que nos enviem o comprovativo de
entrega de todas as munições, especificando as quantidades, e a
qualidade, devidamente assinados pelos dirigentes e pelos chefes de
guerra em pessoa, afim de que possamos encaminhá-los para os parceiros
turcos e franceses”.
Por outras palavras, duas potências da Otan (Turquia e França)
entregaram munições, na quantidade de dois terços, à Frente
Al-Nosra (classificado como membro terrorista da al-Qaeda pelo próprio
Conselho de Segurança da ONU) e, de um terço, ao ESL para que este
combata contra o «Emirado Islâmico», cujo chefe é um dos seus oficiais
superiores. Na verdade, o ESL desapareceu no terreno (de operações-ndT) e as munições foram, portanto, em dois terços enviadas à al-Qaeda e um por um terço ao «Emirado Islâmico».
John McCain em reunião com o estado-maior do exército sírio livre. No primeiro plano à esquerda, Ibrahim al-Badri (agora Abu Bakr al-Baghdadi ), com quem o senador está a iniciar a conversa. Logo em seguida, o brigadeiro- general Salim Idriss (de óculos).
Graças
a este embrulho de dupla mascara, a OTAN poderá continuar a lançar as
suas hordas de jihadistas (mercenários) contra a Síria, enquanto vai,
ao mesmo tempo, fingindo assim combatê-los. No entanto, quando a OTAN tiver
instalado o caos por todo o mundo árabe, inclusive no seu aliado
saudita, ela irá virar o «Emirado Islâmico» contra as duas grandes
potências em desenvolvimento, a RÚSSIA e a CHINA. Por isso estas duas
potências deveriam intervir desde já e exterminar, no ninho, o
exército privado que a OTAN está em vias de fabricar e de treinar no
mundo árabe. Caso contrário, Moscou e Pequim, terão, em breve, de os
enfrentar no seu próprio solo .